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O artigo de hoje, bem como os dois próximos, mostram a minha visão sobre sintomas dos assim chamados Transtornos do Espectro Autista. No entanto, enquanto este artigo tem a intenção de arrolar sintomas e características de tal condição, os dois artigos seguintes mostram quais os sintomas e características que eu apresentei ou ainda apresento e uma visão sobre sua continuidade.

O que se convém chamar de Transtornos do Espectro Autista foi por algum tempo chamado de Transtornos Globais do Desenvolvimento (ou Transtornos Invasivos do Desenvolvimento) e é uma família de condições (classificadas pela psiquiatria e pela psicologia clínica como “transtornos do desenvolvimento neurológico”) nas quais, basicamente, podem ocorrer rupturas nos processos fundamentais de socialização, comunicação e aprendizado, bem como transtornos sensoriais, função executiva e apego atípicos. Os sintomas geralmente podem se manifestar na primeira infância, mas desaparecem ou evoluem de várias maneiras conforme o tempo e podem ser observados em qualquer idade.

Os sinais e comportamentos variam mais ou menos entre si, mas eles têm em comum a ocorrência de um atraso, dificuldade ou do não desenvolvimento precoce em processos de socialização e aprendizado.

Os especialistas costumam focar em uma tríade de grupos de sintomas relacionados à socialização, à comunicação e ao comportamento. No entanto, só recentemente que começou a se chamar atenção a respeito das questões da inteligência/talentos especiais (que ocorrem em uma minoria absoluta de autistas – entre 0,5% a 10% –; estes exibem facilidade na memorização de assuntos triviais a talentos incomuns; os demais, como eu, podem ter inteligência “normal” ou podem ter déficits cognitivos e intelectuais); e da autoestimulação e do processamento sensorial (extremamente comuns entre autistas – mais de 90% podem ter uma variedade de percepções sensoriais diferentes, indo da hipersensibilidade sensorial à hipossensibilidade sensorial, sendo esta combinada ou não à busca de sensações). No caso específico da sensibilidade, esta varia enormemente de pessoa para pessoa, podendo ser tanto de acordo com os cinco sentidos (tato, visão, olfato, audição e gustação) quanto para o equilíbrio/sistema vestibular.

O grau e a gravidade podem variar de caso para caso. Como dito, “NÃO EXISTEM DOIS AUTISTAS IGUAIS!”.

Enquanto o CID-10 lista como sendo “Transtornos do Espectro Autista” o autismo “clássico”, a Síndrome de Asperger, o TID-SOE (ou autismo “atípico”), a Síndrome de Rett e o Transtorno Desintegrativo da Infância, o DSM 5 fala somente do “Transtorno do Espectro do Autismo” e o subdivide em três graus, do mais leve (que não precisa de ajuda substancial) ao mais severo (que precisa de ajuda em quase tudo).
Sendo que o DSM 5 ainda não foi completamente adotado no Brasil. Será necessário se ater de maneira resumida à explicação dos sintomas da Síndrome de Asperger e do autismo “clássico”, as duas principais condições mostradas no CID-10.

De acordo com o diagnóstico do CID-10 para o autismo “clássico”, os sintomas mais comuns são a comunicação e interações sociais atípicas, bem como interesses “obsessivos” e “repetitivos”; também há ocorrência de inteligência acima do normal (especificamente no caso dos autistas com a Síndrome de Savant), ou também de déficits cognitivos e intelectuais. Já os Aspergers podem ter também os interesses obsessivos, mas são conhecidos por serem socialmente “inábeis” e por, na maioria dos casos, terem inteligência considerada “normal”.

São classificados também como sintomas de autismo: automutilação, agressão, choro, impulsividade, irritabilidade, movimentos repetitivos, ecolalia (repetição de palavras, geralmente esta repetição é “sem sentido”), hiperatividade, gritos, atraso de fala, problemas de aprendizagem, tiques, andar à ponta dos pés, falta de empatia, ansiedade e movimentos de autoestimulação (Aspergers podem apresentar também isolamento social, comportamento antissocial, comportamento compulsivo, má coordenação de movimentos, problemas de humor, comportamento restrito, entre outros).

No próximo artigo, começarei a tratar dos sintomas do autismo falando da minha visão pessoal sobre o tema e também mostrando os meus comportamentos e sintomas. Estou lhe esperando.

4 Responses to Os sintomas e sinais do autismo: resumo sobre os sintomas e comportamentos característicos
  1. Fantástico esse artigo! Parabéns

  2. Um dos melhores textos que já li vindo de uma pessoa que não é um especialista ou médico da área. Vindo de um jovem com autismo entendo tanto detalhe na informação e isso é positivo , não uma crítica.
    Parabéns!

  3. Gostei muito do seu artigo. Muito esclarecedor. Tenho um filho autista grau leve de 5 anos e suas palavras me ajudaram a entendê-lo ainda mais. Obrigada. Parabéns!

  4. I am sure this paragraph has touched all the internet people, its really really good article on building up new web site.


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