Nos tristes tempos em que vivemos, empatia, tolerância e respeito tornaram-se artigos de luxo, praticamente escassos no mercado. Em razão disso, muitos de nós estamos nos conformando com os dias cinzentos que vivemos sem acreditar que o amanhã possa ser outra vez ensolarado.

Exatamente por este motivo resolvi transformar a história que chegou ao meu conhecimento em um post. Primeiro, porque ė real; segundo, porque é uma história bonita e inspiradora e DEVE ser compartilhada para que as pessoas percebam que AINDA existe esperança! Gostaria de agradecer à minha querida amiga Mônica que viveu esta linda experiência, compartilhou conosco e autorizou- me a dividi-la com todos vocês! E, sem mais delongas, vamos à nossa história que encheu meu coração de esperança e meus olhos de lágrimas:

Férias de julho no Rio de Janeiro também são sinônimo de praia. Minha amiga, seu marido, seu filho, seu afilhado e o Vovô foram curtir o inverno carioca. Seu filho, um lindo rapaz de 15 anos de idade, sentou-se para brincar com seu primo na areia da praia.

Entretanto, sem que Mônica percebesse, um menino observava a cena à distância. Até que o menino se aproximou de ambos e resolveu brincar com eles. Como o filho de minha amiga não respondia às tentativas iniciais de aproximação do menino, pois ele tem autismo, ela achou por bem se aproximar e conversar com ele, explicando a situação.

Contudo, ela se surpreendeu quando ouviu o menino lhe dizer que já sabia que seu filho tinha autismo, pois ele tinha uma colega de classe com autismo e percebeu que os comportamentos dele eram iguais aos de sua colega de turma. “Eu me aproximei dele justamente porque percebi que ele tem autismo. Na minha sala tem uma menina assim. Eu sei que o cérebro das crianças com autismo funciona de forma diferente do nosso cérebro. Precisamos entender que eles são diferentes.”

Este menino ainda levou seus dois irmãos menores para brincar com eles. Assim permaneceram por horas. E brincaram em perfeita sintonia, como amigos.

Quando chegou a hora de ir embora, minha amiga, não cabendo em si de alegria e espanto, aproximou-se do menino e lhe fez uma última pergunta antes que se despedissem: “Por que você decidiu brincar com ele quando percebeu que meu filho era autista?” “Ah, tia! É muito simples. Eu pensei que, se fosse autista, eu não gostaria de brincar sozinho, eu gostaria que outras crianças brincassem comigo!”

E saiu acenando, sorridente, na inocência dos seus 11 anos, talvez, sem saber que ele, através do seu lindo gesto, havia tornado aquela manhã de julho muito mais feliz, não apenas para a família da Mônica, mas para todos nós que acreditamos em um futuro melhor.

E um feixe de luz abriu espaço entre as nuvens, irradiando luz e esperança, tal qual um mensageiro divino a nos dizer que Deus não perdeu a esperança na humanidade.

 

Denise Aragão

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